Fragmentos de Agosto.

-É apenas um desgosto, é apenas o meu desgosto.

– Se eu me livrar disto, nada me sobrará. Não existirá o completo, o cheio, sem isto, sem o vazio, não! Então por que buscar o completo no esvaziar do vazio? Por que pensar em cura? Trocar o vazio que constitui minha posse, meu algo certo, por uma surpresa ainda menos preenchida? Não!

– Reconhece, tu, a efemeridade! Para que queres uma duração que nunca poderás viver?

– Eu tenho uma coleção de bússulas: apenas para ter certeza de que não chegarei a lugar algum

 – Todas as mortes são suicídio. Ao viver nos permitimos morrer.

– Por um motivo ou outro nós decidimos tirar a motivação de tudo aquilo que nunca teve motivo nenhum.

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