A multidão de adora(o)dores.

Infinitos rabiscos. Linhas descontínuas. Resultados uniformes num movimento circular multicolorido.

Eles rodopiam entre si num pátio fechado de um chão de quadrados padronizados.

Suas risadas! Seu tédio. Algo, tudo me enoja! Todas as suas cores se desfazem nas sombras que projetam no chão. Suas sombras se revelam e os revelam, tal como de fato são.

Suas cores, modos de verão. Flores! Pétalas, odores. Odor de manja, laranja e camomila. Capim Santo. Eles agem tal como pomares ou jardins.

Mas as sombras! As suas sombras, as sombras do único e do todo, do conjunto e do individual. Estas são o negativo no qual se revelam. São as marcas da identidade. Da realidade.

As flores secam. As frutas apodrecem e caem. A sombra surge e aumenta conforme se aproxima o meio dia e a hora de ir embora. O sol mais forte. As linhas mais intensas; o cinza mais contrastante. A vida que torna-se ex vida. Todos estão mortos.

Re-identidade.

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