Eu me vi. Eu me ou… Vi.

Eu me vi. Eu me ou… Vi.

Eu pude ver-me por dentro e a minha aparência era tão simples, tão igual à que suponho ser a aparência dos demais! Semelhante eu era. Assim, num desenho em preto e branco azulado, esfumaçado e vacilante eu me revelei. Retrato de mim mesma que surgiu em poucos minutos, enquanto eu aguardava no corredor para ver-me, para reconhecer-me. Eu me visitei por dentro.

Eu pude ouvir-me por dentro. E eu soava em compassos simples como soam todos os demais, sendo os demais todos e qualquer um além de mim. Eu soava simples como o líquido que passeava em meu peito, bombeado com a força da medida da possibilidade da vida, da minha vida. Assim soava eu.

Eu. Simples em som e em imagem, assim como quem pode terminar-se, deixar de ser a si mesmo, a qualquer minuto. Eu. E em mim não se ouve e não se vê nenhum acorde secreto.

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