Exercício de memória (?)

Ao acordar forço uma memória qualquer dos sonhos que durante o sono criei, mas a memória é falha e o inconsciente é mais forte; se impõe.

As imagens que um dia habitaram o plano do eu hoje habitam um espaço qualquer no desconhecido, no esquecimento, talvez. Mas isto são apenas especulações e não certezas. Como não me recordo das imagens não posso afirmar nem a sua existência e nem a sua não existência. Especulações, especulações, é o que me sobra!

E pensar que durante o sonho criei mundos, manipulei  pessoas, fiz de mim mesmo um verdadeiro comandante daquilo que me cercou e fiz daquilo que me certou produto das minhas mãos!

Especulações. Especulações!

E também sensações! Não me recordo sempre dos rostos. Não me recordo sempre das imagens – completas ou recortadas. O que me faz distinguir as pessoas é a sensação de participação delas nas minhas imagens.

Carrego em mim uma sensação específica para cada um. Ao acordar, para despertar, as lembranças eu construo a imagem de algumas pessoas e passo estas imagens sobre meus olhos interiores até sentir que elas participaram dos meus movimentos, do meu espetáculo onírico.

Este exercício de lembrança me surpreende quando mostra que a sensação do sonhar pode ser completamente compatível com as imagens do lugar de despertar. Sinto a compatibilidade, a perfeita combinação, e então percebo que de fato este alguém estava lá.

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