Nós e quase os quase uni versos.

Atravessamos o portal e caminhamos por léguas e léguas sem estipular direção inicial ou objetivo final. A bússula tornou-se imóvel e a física que envolve os pólos se recusou a interferir. O portão quebrado selou a nossa liberdade e a inspiração para criarmos um mundo qualquer que dentro e si criasse e recriasse apenas a nós. Tijolos após tijolos, são, foram, eram. Ah! As que as antigas construções sejam derrubadas! Que se tornem desconstruções! Este mundo, velho mundo, a pertença dos outros, a nada sutil incompatibiliade comigo, contigo, conosco, nós e apenas. E assim reinventamos tudo o quanto pudemos reinventar; refizemos tudo o quanto pudemos refazer – eis que assim somos: os que desfazem e os que desfazem; os que criam a partir de criações agora destruídas, descriadas. Queremos um mundo só e um mundo apenas; não aquele de nossos antepassados, não aquele das tradições das nossas famílias, não aquele dos bravos cavaleiros e das condecorações, honrarias, não aquele da possibilidade do tudo e da impossibilidade do nada; queremos apenas nós e o que há dentro de nós. Nós transbordamos, nos transbordamos. Este é o nosso mundo, o nosso universo.

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