… o velho plano do novo de novo.

Se me permites a expressão, eu perdi o medo das palavras. Elas me deram licença. Mas quem era eu pra me ver livre do todo? Apenas substituí o medo pela dependência, embora o medo seja também uma forma de sentir um “depender”. Perdi. Mas ainda sinto o ir e vir que me leva longe e me traz novamente, num movimento infindável de incompletude. O novo. A busca pelo que surge e apenas isto. Mas o surgir é apenas o surgir e nada além disto. O surgir o si mesmo. O surgir em si e pra si, o verbo e relevação da ação, mas não em mim, e não por mim. Em mim deixa impressões, as marcas, a tinta, o borrão das quase palavras. Em algum lugar entre o buscar e o encontrar eu cedi. Os cedimentos criaram raízes, mas então eu as cortei. Tenho eu, vivo eu, o velho plano do novo de novo.

(Franz Marc – The Bewitched Mill).

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