Sobre as histórias longas, o início, o meio e o fim.

Eu nunca escrevi um texto completo, sendo este completo aqui entendido por um texto grande, de várias palavras e páginas, com início, meio e fim. Talvez por que, durante boa parte da minha vida, eu tenha me perguntando sobre inícios, meios e fins das coisas, de muitas coisas, sem que tenha chegado a qualquer conclusão a respeito deles. Inícios meios e fins sempre me preocuparam, talvez por que nunca consegui bem visualizá-los, detectá-los. O meu próprio início se afastou de mim e a minha história, por este motivo, hoje é vista tal como uma história mal contada, ou uma história que sequer pode ser contada, pois não há um efetivo narrador, não há, para aquela época, um observador; nem ao menos eu mesma tinha condições de me acompanhar. O meu fim? O teu fim, o nosso fim. O que poderia eu ao menos pensar a respeito dele? Prefiro manter discrição na minha descrição; prefiro o silêncio, repleto desta eterna ansiedade, pois além dele nada posso me oferecer. Talvez por isto eu tenha tanto medo de histórias mais longas – de produzir histórias mais longas -; medo da coincidência com a realidade futura, medo das descoincidências, também.

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