Lutando.

“Um dia, tempos, Tio Terêz o levara à beira da mata, ia tirar taquaras. A gente fazia um feixe e carregava. ‘- Miguilim, este feixinho está muito pesado para você?’. ‘- Tio Terêz, está não. Se a gente puder ir devagarinho como precisa, e ninguém não gritar com a gente para ir depressa demais, então eu acho que nunca que é pesado…’ “

Quando é pesado? Chega a ser pesado? Existem aqueles que pensam ser ilimitados, existem aqueles que sentem seus próprios limites todos os dias… De fato nos resta apenas um “etcétera”, como diria o próprio G. Rosa. Das limitações não sabemos ao certo; das ilimitações também não (e não seria este “não saber” uma prova da existência dos limites?). Sendo assim, de uma forma, de outra forma ou de forma alguma, nos resta apenas prosseguir… Lutando. (e trans – formando).

 

Imagem: “Estrada para Ythaca”, 2010. Produção brasileira simples, com direção, roteiro e produção dos irmãos Pretti (Luiz e Ricardo Pretti) e dos primos Parente (Guto Parente e Pedro Diógenes), sendo que os quatro também atuam no filme. Um road movie onde quatro atores/diretores caem na estrada em busca de um sentido para seus cinemas… E para suas vidas.

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