Menina, de tinta, és tu a única que vinga…

Eu percebi
Era tudo uma questão de tinta pelo corpo
Para que o teu desmato pudesse florescer
Menina em arte,
O que trouxestes a mim?

Eu te fiz vingar
Eras a criadora, mas eu fui quem criou
quem te criou.

Mas outro era o idioma
E as flores da outra, ainda outra
As flores de ti
Eram-me desconhecidas

Cultivei-as,
ainda que me oferecessem apenas mistério
Tuas flores caminhantes
de um primeiro de outubro
dia desta minha confusão
de trazer quase tudo de ti
ao meu outro quase tudo.

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