teclad’igente

logo viria
o sol, o café, o jornal
o bebê chorando, a conta vencendo,
o cachorro no quintal

era logo que viria
um sair correndo de casa
uma camisa amarrotada
o aterrisar num trabalho banal

viria pra quem se entrega e se vira
pra todos nós, todo dia
no menos ou no mais, toda existência desafia a vida

mas razão da meia noite era saber o que há
não de todo
mas de diferente
em cada tecla do teclado
que soava com um brilho de gente

2015-12-01 01.50.45

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