sem paciência. ou quase.

eu confesso não ter paciência com absolutamente ninguém. ou quase. tanto quanto em todo e cada texto haverá este quase – bendito – que acompanha a forma como estiveram as estrelas no céu do meu nascimento. eu confesso que aquelas minhas ligações de desabafo, com as mesmas reclamações de três anos, me deixam sem paciência. eu confesso que quando digo não ter coragem de intervir nas discussões que acontecem na sala de aula daquela matéria em específico, fico sem paciência. eu confesso que quando digo que, sem sucesso, passei o dia inteiro olhando pra tela vazia do meu computador, sem ter conseguido escrever absolutamente nada daquilo que, por obrigação, deveria, eu permaneço sem paciência. eu confesso que mesmo o meu desapontamento sobre ser quem sou, ou meu desespero sobre quem poderia ser, e as minhas falas sobre tudo o que eu gostaria de abandonar e até deveria, me deixam sem paciência. confesso não ter paciência comigo. ou quase. pois sempre haverá um bendito quase. mas, me diga. ainda tenho horas. ou quase.

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